quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Noites frias, manhas alegres

Pois é Pessoal,

Agora com mais tempo para novas investidas, voltamos a carga por essas noites frias de Inverno que por norma nos trazem a esperança de dar com algum peixe maior… Desta vez a investida estava programada de modo a fazer um surfcasting durante a noite enquanto a maré enchia, para depois descansar ligeiramente no “conforto” do banco do pendura e atacar ao amanhecer no spining…
Quando chego ao pesqueiro, encontro novamente uma parafernália de luzes que nem percebo para que a malta quer luz tão forte na cabeça… Querem luz, pesquem de dia…
Arrumei as minhas coisas lá num daqueles cantinhos que tem o fundo todo descascado dos mares fortes que fustigaram aquela costa nas últimas semanas, e lanço uma cana para sentir como está o terreno e o mar. Bem… Mar rijo, mas se estiver atento e não as deixar arear, até consigo pescar bem!

Até meia maré não sentia nada e as iscas vinham intactas, até que com 2 horas para enchente, começa um frenesim de pica pica que me ratava as iscas todas mas nenhum lá ficava nos meus anzóis(se calhar pesco com anzol muito grande). De todas essas picadas apenas consegui aproveitar um sargote de meio kilo, e até ao virar da maré e arrumar a trouxa não se aproveitou mais peixe nenhum.

Já no próximo pesqueiro, toca o despertador ainda sem sinal de claridade… Nã tava frio nenhum não!!! Toca vestir o fato e descer a falésia lentamente para assentar o ceirão numa pedra e começar aos tiros lá para dentro a ver qual dos pexinhos de plástico eles gostam mais.

Foram precisos apenas 3 lançamentos para ferrar um belo exemplar que lutou com todas as suas forças para não sair do mar. 
A pescar neste local não me posso dar ao luxo de deixar o peixe ir passear com a amostra na boca, senão algum cantinho de pedra pode acabar com toda aquela boa adrenalina, da pior maneira possível... Mas como faço esta pesca com material pesado, a cana não cedeu e em poucos minutos cobrei esta linda fêmea de 5100gr a quem tenho de prestar homenagem com este relato, por todo o prazer que me deu a sua captura, e as refeições futuras.



Depois deste peixe logo no inicio da jornada, a esperança era que fizesse ali uma boa pesca de robalos, mas ao fim de 3 horas de lançamentos e várias trocas de amostra, eram horas de recolher algum lixo e subir falésia acima com destino a casa sem mais nenhum peixe no ceirão.


Com votos de boas entradas no novo ano, despeço-me e agradeço a todos os leitores deste espaço.

Saúde a todos!! Feliz 2020

domingo, 15 de dezembro de 2019

Mergulhos a Sul



Saúde pessoal,

Com a época natalícia trago um relato que há muito ansiava escrever. O tempo não me tem deixado mergulhar nem pescar. Poucas vezes tenho conseguido ir a cana porque as condições não andam de feição nos momentos que tenho disponíveis para investir. Por isso, junto com o relato desta pesca, deixo-vos algumas fotos do que tenho vivido nos últimos tempos.

Estava aí a aproximar-se um bom fim de semana sem vento, e a esperança de conseguir voltar a mergulhar ao fim de 2 ou 3 meses aumentava…
Fui seguindo as webcams durante a semana e a previsão jogou a nosso favor. No dia anterior, combinei com o Tiago as horas de partida, e ao nascer do sol estávamos a caminho do pesqueiro. A agua da ria parecia um espelho, o vento nem se sentia e o mar lá fora era pouco.

Finalmente no local onde a sonda nos mandou parar, o Tiago salta para a agua e enquanto eu ainda fundeava o barco, já ele me trazia um veado porreiro para almoçar… Quando vou entrar, ainda ele me pede para meter na geleira um bom sarrajão que andava em cardume a caçar.

Dentro de alguns minutos, damos com um buraco de sargos, e por ali ficámos a tentar compor a geleira até que nos obrigamos a fazer uma pausa para descansar, a agua bem fria já começava a pesar na nossa falta de ritmo.

Depois de uma pausa para hidratar e repor algumas calorias, fomos sondar outro local para fazer apenas 10 apneias antes de dar por terminada a jornada.
Saltamos para a agua, faço o primeiro mergulho onde não vejo nada mas observo uma boa plataforma no fundo onde decidi que era ali que ia parar todos aqueles 10 mergulhos que tinha planeado.
Ao 4º mergulho, pouso-me no tal “sofá” a espera que algo apareça quando passa por cima de mim um peixe as riscas que andava a fugir ao meu enfião há já algumas jornadas, afinei bem a pontaria, e trouxe o gajo comigo para o barco.



Depois dos festejos e conversas do costume sobre o lance, o cansaço nem nos deixou esperar pelos final dos 10 mergulhos. Subimos os dois para o barco e ainda fomos almoçar a casa uns pexinhos fresquinhos.



Um grande obrigado aos amigos que me tem acompanhado nestas jornadas de caça aqui pela costa sul e me tem auxiliado na evolução dos meus mergulhos e capturas.

Saúde, e boas festas a todos os leitores e amigos deste espaço!

Caçada relâmpago no verão


Momentos de petisco com lobo e o João

Verão nos Açores

Fim de tarde ao surf

Saúde






domingo, 21 de julho de 2019

Ilhada repentina

Olá boas,

Hoje trago um rápido relato de uma ilhada combinada em cima do joelho e realizada ainda mais repentinamente que o combinado. Há já alguns dias atrás, a maré não era mesmo aquela que gosto para este tipo de pesca, mas como não tenho mesmo apostado nesta técnica e já corriam algumas saudades, lá fui a pressa matar o bichinho.

A chegar ao pesqueiro ainda de noite a tentar apanhar o máximo possível da maré em baixo, vesti rápido e no "lusc fusc" joguei-me ao mar. A maré que por si só já era curta e ainda por cima já subia, quando cheguei a cima da pedra. Ainda assim consegui sacar 2 kilinhos de percebe do bom para o jantar.

Deu para perceber, pela falta de peixe de bom porte e pela quantidade de lixo que encontrei quando cheguei ao pesqueiro, que este tem sido batido ultimamente. É surreal como uma pedra que está no meio do mar, num local onde só a natureza habita, uma pessoa que vá ali fazer uma pesca, consiga deixar lá tanto lixo. Neste dia trouxe comigo, mais embalagens de plástico de enchidos do que sargos no ceirão... É triste.

Bem... feito um barnel de percebes, tentei sacar ali meia dúzia de sargos aproveitáveis para compor a arca la de casa e ainda antes de almoço tive de saltar pedra fora...

Hoje aproveito para deixar também a foto de algumas pescas ligeiras que deram apenas resultados mínimos.

8.5kg de caldeirada

 Chocos de Abril ao palhacinho e Sargos da costa Sul

Bom verão a todos!

sábado, 6 de abril de 2019

Delicias do mar

Olá boas!

Depois de um fevereiro que quase não deixou pescar, lá o mar deu tréguas a norte e deixou-me ir lá fazer uma esgadinha rápida aos tiros. Abalei cedo para chegar cedo quando me aproximei do pesqueiro já o vento soprava bem forte mas como o mar era pouco, abalei falésia abaixo com o material as costas.

Num mergulho rápido onde a coisa poderia ter corrido melhor se não tivesse rasgado alguns peixes, ainda trouxe para casa estas delicias do mar para o almoço do dia seguinte.
Dois bonitos salminetes de 600gr cada que a foto não lhes faz justiça :( este para mim é do melhor peixe que o mar tem.


Num outro dia em que as condições se alinhavaram todas ideais para a pratica, fui numa escapadinha rápida apanhar outro almoço de delicias e afinar o barquinho para a época que se aproxima.


Uma coisa que nunca me tinha acontecido nesta pesca, foi dar com uma linda raia Undulata já de bom porte que veio arrastada pela toneira/palhaço.
Esta raia por ser considerada espécie protegida, foi claro, prontamente devolvida ao seu habitat


Por agora é tudo, o tempo tem sido pouco, as pescas também mas temos esperança de fazer uma boa primavera pesqueira.

Obrigado a todos


terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Fim de ano

Estou de volta pessoal!
Tenho pena de não estar aqui tão regularmente como gostaria mas com o trabalho e o mar de inverno a não dar tréguas, fica difícil ir regularmente a pesca, quanto mais apanhar peixe em todas as investidas.
Assim sendo, desde há uns par de anos que o mar tem vindo a cair pela altura do Natal/Ano novo e 2018 não foi excepção.

Aproveitei a deixa para ir com o amigo Nuno Caçorino fazer uma investida ao spinning de noite e ao amanhecer. A maré não era a melhor para atacar nas horas que nós podíamos mas assim que chegamos ao pesqueiro começamos a lançar amostras.
Durante a noite a atividade foi nula, tendo apenas devolvido um robalote fora da medida. Logo depois desta devolução, fomos descansar para a zona escolhida do pesqueiro a atacar na madrugada seguinte.

Despertador a tocar ainda de noite, e lá fora o frio cortava as mãos… A vontade de vestir o fato molhado era enorme, mas lá teve de ser. Descemos a falésia no lusco fusco e começamos a saltitar de pedra em pedra a procura deles.
Depois de duas horas de lançamentos sem sinal de pexe, decidi recuar caminho de cana arrumada e ir recolhendo algum lixo deixado pelos animais no pesqueiro, com a saca já cheia de lixo e sem espaço para o pexe. Fui em direção a um cantinho onde o mar rebentava bem e deixava aquela espuminha onde o peixe tanto gosta de caçar. Mentalizado que era ali que ia ferrar um peixe, tive a sorte de o realizar ao fim de alguns lançamentos já com a amostra perto de mim sinto uma prisão e recolho um robalo já kileiro.



Não foi o trofeu que esperava encontrar mas depois de tanto labutar tinha de aproveitar esta refeição que o mar me iria providenciar.
Mais lutas se avizinham, este ano é para apertar forte com eles!

Desfrutem de todos os momentos junto ao mar e tentem sempre deixar os pesqueiros e praias mais limpos do que encontraram.

Saúde e bom 2019 a todos!



terça-feira, 18 de setembro de 2018

Ilhada de verão

Olá pessoal,

O verão foi escasso de pescas, o mar não deixou quando há disponibilidade e quando havia disponibilidade tentei ir quase sempre treinar a pesca sub... Então chegou o dia que o mar caía bem para voltarmos a um pesqueiro que já nos deu umas alegrias no passado recente.
Combinado o programa das festas com o Nuno, lá chegámos ainda de noite ao pesqueiro para vestir nas calmas, ouvir aquele som que adoramos do mar a rebentar na falésia e entrar na agua já no lusco fusco! 
A agua neste dia era bem quentinha na costa norte, coisa que não tem sido nada normal este verão... A chegada a pedra foi feita pacificamente e antes de começar a pesca ao sargo, o mar raso e a boa maré iam-nos proporcionar a apanha de uma boa teca de perceves antes que venha o seu defeso...

percevossauro

Mar Lindo

Desta feita, a pesca começou lentamente, ao inicio o peixe era miúdo e lamentavelmente tivemos de aproveitar alguns, mas com a subida da maré começaram com mais qualidade embora menos quantidade o que nos deixou terminar com a pesca que vos mostro hoje. 


Uma manha muito bem passada na companhia do meu amigo Caçorino. as 13h ja estávamos no café  tirar o salitre da boca e a conversar sobre a pesca feita!

Um Obrigado a todos!