sábado, 6 de abril de 2019

Delicias do mar

Olá boas!

Depois de um fevereiro que quase não deixou pescar, lá o mar deu tréguas a norte e deixou-me ir lá fazer uma esgadinha rápida aos tiros. Abalei cedo para chegar cedo quando me aproximei do pesqueiro já o vento soprava bem forte mas como o mar era pouco, abalei falésia abaixo com o material as costas.

Num mergulho rápido onde a coisa poderia ter corrido melhor se não tivesse rasgado alguns peixes, ainda trouxe para casa estas delicias do mar para o almoço do dia seguinte.
Dois bonitos salminetes de 600gr cada que a foto não lhes faz justiça :( este para mim é do melhor peixe que o mar tem.


Num outro dia em que as condições se alinhavaram todas ideais para a pratica, fui numa escapadinha rápida apanhar outro almoço de delicias e afinar o barquinho para a época que se aproxima.


Uma coisa que nunca me tinha acontecido nesta pesca, foi dar com uma linda raia Undulata já de bom porte que veio arrastada pela toneira/palhaço.
Esta raia por ser considerada espécie protegida, foi claro, prontamente devolvida ao seu habitat


Por agora é tudo, o tempo tem sido pouco, as pescas também mas temos esperança de fazer uma boa primavera pesqueira.

Obrigado a todos


terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Fim de ano

Estou de volta pessoal!
Tenho pena de não estar aqui tão regularmente como gostaria mas com o trabalho e o mar de inverno a não dar tréguas, fica difícil ir regularmente a pesca, quanto mais apanhar peixe em todas as investidas.
Assim sendo, desde há uns par de anos que o mar tem vindo a cair pela altura do Natal/Ano novo e 2018 não foi excepção.

Aproveitei a deixa para ir com o amigo Nuno Caçorino fazer uma investida ao spinning de noite e ao amanhecer. A maré não era a melhor para atacar nas horas que nós podíamos mas assim que chegamos ao pesqueiro começamos a lançar amostras.
Durante a noite a atividade foi nula, tendo apenas devolvido um robalote fora da medida. Logo depois desta devolução, fomos descansar para a zona escolhida do pesqueiro a atacar na madrugada seguinte.

Despertador a tocar ainda de noite, e lá fora o frio cortava as mãos… A vontade de vestir o fato molhado era enorme, mas lá teve de ser. Descemos a falésia no lusco fusco e começamos a saltitar de pedra em pedra a procura deles.
Depois de duas horas de lançamentos sem sinal de pexe, decidi recuar caminho de cana arrumada e ir recolhendo algum lixo deixado pelos animais no pesqueiro, com a saca já cheia de lixo e sem espaço para o pexe. Fui em direção a um cantinho onde o mar rebentava bem e deixava aquela espuminha onde o peixe tanto gosta de caçar. Mentalizado que era ali que ia ferrar um peixe, tive a sorte de o realizar ao fim de alguns lançamentos já com a amostra perto de mim sinto uma prisão e recolho um robalo já kileiro.



Não foi o trofeu que esperava encontrar mas depois de tanto labutar tinha de aproveitar esta refeição que o mar me iria providenciar.
Mais lutas se avizinham, este ano é para apertar forte com eles!

Desfrutem de todos os momentos junto ao mar e tentem sempre deixar os pesqueiros e praias mais limpos do que encontraram.

Saúde e bom 2019 a todos!



terça-feira, 18 de setembro de 2018

Ilhada de verão

Olá pessoal,

O verão foi escasso de pescas, o mar não deixou quando há disponibilidade e quando havia disponibilidade tentei ir quase sempre treinar a pesca sub... Então chegou o dia que o mar caía bem para voltarmos a um pesqueiro que já nos deu umas alegrias no passado recente.
Combinado o programa das festas com o Nuno, lá chegámos ainda de noite ao pesqueiro para vestir nas calmas, ouvir aquele som que adoramos do mar a rebentar na falésia e entrar na agua já no lusco fusco! 
A agua neste dia era bem quentinha na costa norte, coisa que não tem sido nada normal este verão... A chegada a pedra foi feita pacificamente e antes de começar a pesca ao sargo, o mar raso e a boa maré iam-nos proporcionar a apanha de uma boa teca de perceves antes que venha o seu defeso...

percevossauro

Mar Lindo

Desta feita, a pesca começou lentamente, ao inicio o peixe era miúdo e lamentavelmente tivemos de aproveitar alguns, mas com a subida da maré começaram com mais qualidade embora menos quantidade o que nos deixou terminar com a pesca que vos mostro hoje. 


Uma manha muito bem passada na companhia do meu amigo Caçorino. as 13h ja estávamos no café  tirar o salitre da boca e a conversar sobre a pesca feita!

Um Obrigado a todos!

terça-feira, 24 de julho de 2018

Dar ao cabedal...

Olá pessoal,

Aqui fica o resumo de uma jornada muito cansativa onde a ideia seria ir apanhar a maré vazia para sacar umas unhas boas e enquanto esperava pela enchente para caçar pescava a chumbica de cima da pedra ilhada.
Mal cheguei ao pesqueiro, já 4 carros lá estavam estacionados. Ao espreitar da falésia, suspirei de alivio visto que cada percebeiro foi no seu carro e lá estavam, cada um da sua pedra a raspar... Como nenhum ocupou a pedra que me destinava, vesti o fato e desci arriba.
Depois de sacados alguns perceves para a família jantar, ainda montei a cana de chumbica, mas depois de tanto dar ao cabedal a raspar, e com o calor que se fazia sentir, não aguentava o sufoco do fato de caça ao sol em cima da pedra. Apanhei um sargo, arrumei bem a trouxa e saltei para dentro de agua.


Depois de algumas voltas a caçar na espuma com a agua um bocado verde e com força, juntei mais uns sargotes para o jantar e vim-me embora.
De caminho para cima, agarrei num balde de engodo bem grande que algum animal se "esqueceu" neste pesqueiro há já alguns meses e só ali ao redor consegui enchê lo de garrafas de vidro e plástico. 

A pesca mais gratificante

Esta foi uma jornada que não espero repetir nestas condições, uma vez que torna-se bastante cansativo para o esqueleto, fazer mais que uma modalidade na mesma manhã e ainda subir falésias com o este material todo as costas.

Saúde da boa a todos.

domingo, 3 de junho de 2018

Surfcastin, O regresso...

Olá pessoal,

Depois de praticamente dois anos sem fazer uma pesca ao surfcasting, e como mar este ano só me deu condições para fazer as outras pescas duas vezes, tive de voltar a carga. Assim sendo, já há algumas semanas que me dediquei novamente a esta modalidade, e depois de carregar o curral de chibos daqueles com cornos bem grandes, veio a bonança!

A aproveitar o facto que estar de férias, tentei fazer como manda a lei e fui para lá de dia para procurar o melhor poiso para pousar as canas. Depois de muito correr, tive de escolher ente agua lusa, um bom fundão e até o melhor trilho para o carro passar... Como o local da agua lusa tinha pedra no fundo e eu não estava com muita vontade de perder montagens e hipotecar a pesca a meio, tive de optar pelo melhor fundão.



Escolhida a praia, foi só deixar escurecer enquanto montava as canas e assim que o sol se começou a esconder, as iscas voaram lá para dentro. Passado um belo par de horas, as iscas vinham sempre intactas e/ou o estralho enrolado... A jornada não se previa fácil e com o avançar da maré, começava também a ficar sem espaço no pesqueiro mas as condições também melhoravam.

A certa altura depois de comer uma bucha, dava atenção a uma das canas quando a outra dá duas cacetadas fortes e continua às cabeçadas como se fosse saltar do suporte. Corri para ela e mal peguei na magana, só pensava que aquele peso e força enorme não poderia ser um robalo, só poderia ser uma dourada e das grandes. O que é estranho porque esta pesca nem era totalmente direccionada a essa espécie.
Nunca tinha sentido uma luta tão grande com um peixe ao surfacasting, normalmente o porte da cana e carreto, mais a chumbada pesada fazem frente a maioria dos exemplares que tenho capturado, mas este lutava pela vida com uma força enorme e corria de um lado para o outro sem querer dar tréguas.
Com muita calma e já a pensar que com tanta luta, ou seria uma dourada gigante ou um outro predador mais estranho que por vezes varre a costa vicentina.
Lá consegui colocar o bicho em seco, que para meu espanto seria uma bela anchova com quase 4kg que lutou com todas as suas forças para que não fosse o meu troféu de uma noite tão sozinha e sem rumor de peixe.


A sensação era de enorme recompensa pelo que tenho sofrido ultimamente e deixou-me com uma alegria interior de como se tivessem encaminhado muitos dos meus últimos azares... Ainda insisti mais um bom bocado até ao final da enchente mais tudo continuava tal como inicio, iscas intocáveis...

Seguindo com todo o orgulho o exemplo do amigo pedro do blog Lobo du mar este tinha sido com muito orgulho e suor o meu ultimo chibo...

Desta feita o objectivo seria fazer o caminho para casa o mais rápido possível durante a madrugada enquanto se aproveita o facto de não haver transito na 125..

Saúde da boa a todos.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

O dia seguinte

Olá pessoal,

Continuando a minha saída para Oeste, depois do jantar apreciámos um pouco da boa noite que se fazia sentir pela costa vicentina. Noite tão boa que me fazia pensar que afinal podia ter tirado o pó ao material do surfcasting...


A dormida nestas jornadas curtas é também dentro do carro e desta vez como éramos dois e com muito material, não foi nada fácil descansar. O Alarme para as 5h de maneira a fazer o caminho para o pesqueiro e descer a falésia ainda sem luz... A noite era tão boa que nem custou levantar.

Já a água, era muito suja, esverdeada e muito escura. Então vá de lançar amostras até nascer o sol. Ainda no escuro tinha a esperança de cair ali algum peixe perdido mas os maganos andavam fugidos. Depois de uma hora seguida de lançamentos em todas as direcções e testadas montes de maneiras de recuperação da linha, fiz uma pausa e fui comer uma bucha.


Voltando a carga, fiz mais um montão de lançamentos por aqueles rebolos fora. Já se via o sol a bater na agua a minha frente quando já começava a adivinhar um terminar de jornada chibateiro para os meus lados, quando recebo um primeiro toque suave na amostra que não ferrou, mas o magano não desistiu e no segundo ataque ficou ferrado. Rapidamente meti em seco um peixe já bonzinho que não conseguiu dar muita luta derivado do facto de usar uma cana muito potente quando pesco no meio de tantas pedras... 



Este peixe ainda deu a motivação a mais 40 minutos de lançamentos, proporcionando ainda o avistar de um outro robalo a cruzar a crista de uma onda que rebentava a minha frente, que imagem espectacular!! Mas esse fez-se à vida e não quis nada com as minhas amostras naquela manha.

Terminada a jornada, fizemo-nos a estrada com sentimento de dever cumprido nesta pequena jornada de pesca em várias modalidades.

Um abraço a todos
Saúde da boa