sábado, 21 de março de 2020

tempos difíceis


Pois é pessoal,

Passamos tempos difíceis. Este relato não estava programado pois, não costumo fazer relatos sem que tenha algum peixe decente para mostrar, mas dadas as circunstancias e estando fechado em casa como QUASE toda a gente, sim porque neste mundo há sempre uns mais espertos que todos os outros, e não conseguem cumprir um simples exemplo de cidadania que nos é pedido.

Tenho assim de escrever algo para partilhar com a malta e tentar deixar algumas imagens que fui juntando até a data…
Desde inicio do ano que tenho tentado umas investidas a caça submarina que foram sempre pouco produtivas, apanhei sempre agua muito suja e actividade no fundo era quase nula, sendo que apenas aproveitei uns pexecos para uma refeição ou petisco.
Na pesca a cana, carreguei 3 ou 4 chibos de seguida em Janeiro e desde então nunca mais consegui condições decentes para ir atacar como gosto…

A mim não me interessa discutir polémicas ou opiniões tomadas. Tomar decisões em tempos difíceis não é para quem está cá fora a ver na TV sentado no sofá.
 Estamos a viver tempos que a maior parte de nós nunca viveu, e esta pandemia afecta todo o mundo sem escolher ricos, podres ou raças. Apelo apenas a que sejamos solidários, e tomemos todas as medidas possíveis para não colocar em risco as nossas vidas e de quem nos rodeia.
Até agora, e pelo que tenho percebido, a Natureza é quem tem mais a ganhar com o que se está a suceder. E se ela assim o escolheu, podemos muito bem dar-lhe tréguas durante este período difícil, e esperar. Esperar, para que mais tarde tenhamos a possibilidade de nos levantarmos novamente deste trambolhão e tentar aos poucos começar a redimir da gigante pegada que temos deixado neste planeta.
Resta-nos apenas aprender com os erros que cometemos no passado.

Aqui ficam algumas imagens que me enchem o coração de alegria. O que me custa não é estar em casa, é estar longe destas paisagens!





Primeira Investida as lulas









Fiquem bem, procurem ajudar quem mais precisa.
Muita saúde e força aí!

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Noites frias, manhas alegres

Pois é Pessoal,

Agora com mais tempo para novas investidas, voltamos a carga por essas noites frias de Inverno que por norma nos trazem a esperança de dar com algum peixe maior… Desta vez a investida estava programada de modo a fazer um surfcasting durante a noite enquanto a maré enchia, para depois descansar ligeiramente no “conforto” do banco do pendura e atacar ao amanhecer no spining…
Quando chego ao pesqueiro, encontro novamente uma parafernália de luzes que nem percebo para que a malta quer luz tão forte na cabeça… Querem luz, pesquem de dia…
Arrumei as minhas coisas lá num daqueles cantinhos que tem o fundo todo descascado dos mares fortes que fustigaram aquela costa nas últimas semanas, e lanço uma cana para sentir como está o terreno e o mar. Bem… Mar rijo, mas se estiver atento e não as deixar arear, até consigo pescar bem!

Até meia maré não sentia nada e as iscas vinham intactas, até que com 2 horas para enchente, começa um frenesim de pica pica que me ratava as iscas todas mas nenhum lá ficava nos meus anzóis(se calhar pesco com anzol muito grande). De todas essas picadas apenas consegui aproveitar um sargote de meio kilo, e até ao virar da maré e arrumar a trouxa não se aproveitou mais peixe nenhum.

Já no próximo pesqueiro, toca o despertador ainda sem sinal de claridade… Nã tava frio nenhum não!!! Toca vestir o fato e descer a falésia lentamente para assentar o ceirão numa pedra e começar aos tiros lá para dentro a ver qual dos pexinhos de plástico eles gostam mais.

Foram precisos apenas 3 lançamentos para ferrar um belo exemplar que lutou com todas as suas forças para não sair do mar. 
A pescar neste local não me posso dar ao luxo de deixar o peixe ir passear com a amostra na boca, senão algum cantinho de pedra pode acabar com toda aquela boa adrenalina, da pior maneira possível... Mas como faço esta pesca com material pesado, a cana não cedeu e em poucos minutos cobrei esta linda fêmea de 5100gr a quem tenho de prestar homenagem com este relato, por todo o prazer que me deu a sua captura, e as refeições futuras.



Depois deste peixe logo no inicio da jornada, a esperança era que fizesse ali uma boa pesca de robalos, mas ao fim de 3 horas de lançamentos e várias trocas de amostra, eram horas de recolher algum lixo e subir falésia acima com destino a casa sem mais nenhum peixe no ceirão.


Com votos de boas entradas no novo ano, despeço-me e agradeço a todos os leitores deste espaço.

Saúde a todos!! Feliz 2020

domingo, 15 de dezembro de 2019

Mergulhos a Sul



Saúde pessoal,

Com a época natalícia trago um relato que há muito ansiava escrever. O tempo não me tem deixado mergulhar nem pescar. Poucas vezes tenho conseguido ir a cana porque as condições não andam de feição nos momentos que tenho disponíveis para investir. Por isso, junto com o relato desta pesca, deixo-vos algumas fotos do que tenho vivido nos últimos tempos.

Estava aí a aproximar-se um bom fim de semana sem vento, e a esperança de conseguir voltar a mergulhar ao fim de 2 ou 3 meses aumentava…
Fui seguindo as webcams durante a semana e a previsão jogou a nosso favor. No dia anterior, combinei com o Tiago as horas de partida, e ao nascer do sol estávamos a caminho do pesqueiro. A agua da ria parecia um espelho, o vento nem se sentia e o mar lá fora era pouco.

Finalmente no local onde a sonda nos mandou parar, o Tiago salta para a agua e enquanto eu ainda fundeava o barco, já ele me trazia um veado porreiro para almoçar… Quando vou entrar, ainda ele me pede para meter na geleira um bom sarrajão que andava em cardume a caçar.

Dentro de alguns minutos, damos com um buraco de sargos, e por ali ficámos a tentar compor a geleira até que nos obrigamos a fazer uma pausa para descansar, a agua bem fria já começava a pesar na nossa falta de ritmo.

Depois de uma pausa para hidratar e repor algumas calorias, fomos sondar outro local para fazer apenas 10 apneias antes de dar por terminada a jornada.
Saltamos para a agua, faço o primeiro mergulho onde não vejo nada mas observo uma boa plataforma no fundo onde decidi que era ali que ia parar todos aqueles 10 mergulhos que tinha planeado.
Ao 4º mergulho, pouso-me no tal “sofá” a espera que algo apareça quando passa por cima de mim um peixe as riscas que andava a fugir ao meu enfião há já algumas jornadas, afinei bem a pontaria, e trouxe o gajo comigo para o barco.



Depois dos festejos e conversas do costume sobre o lance, o cansaço nem nos deixou esperar pelos final dos 10 mergulhos. Subimos os dois para o barco e ainda fomos almoçar a casa uns pexinhos fresquinhos.



Um grande obrigado aos amigos que me tem acompanhado nestas jornadas de caça aqui pela costa sul e me tem auxiliado na evolução dos meus mergulhos e capturas.

Saúde, e boas festas a todos os leitores e amigos deste espaço!

Caçada relâmpago no verão


Momentos de petisco com lobo e o João

Verão nos Açores

Fim de tarde ao surf

Saúde






domingo, 21 de julho de 2019

Ilhada repentina

Olá boas,

Hoje trago um rápido relato de uma ilhada combinada em cima do joelho e realizada ainda mais repentinamente que o combinado. Há já alguns dias atrás, a maré não era mesmo aquela que gosto para este tipo de pesca, mas como não tenho mesmo apostado nesta técnica e já corriam algumas saudades, lá fui a pressa matar o bichinho.

A chegar ao pesqueiro ainda de noite a tentar apanhar o máximo possível da maré em baixo, vesti rápido e no "lusc fusc" joguei-me ao mar. A maré que por si só já era curta e ainda por cima já subia, quando cheguei a cima da pedra. Ainda assim consegui sacar 2 kilinhos de percebe do bom para o jantar.

Deu para perceber, pela falta de peixe de bom porte e pela quantidade de lixo que encontrei quando cheguei ao pesqueiro, que este tem sido batido ultimamente. É surreal como uma pedra que está no meio do mar, num local onde só a natureza habita, uma pessoa que vá ali fazer uma pesca, consiga deixar lá tanto lixo. Neste dia trouxe comigo, mais embalagens de plástico de enchidos do que sargos no ceirão... É triste.

Bem... feito um barnel de percebes, tentei sacar ali meia dúzia de sargos aproveitáveis para compor a arca la de casa e ainda antes de almoço tive de saltar pedra fora...

Hoje aproveito para deixar também a foto de algumas pescas ligeiras que deram apenas resultados mínimos.

8.5kg de caldeirada

 Chocos de Abril ao palhacinho e Sargos da costa Sul

Bom verão a todos!

sábado, 6 de abril de 2019

Delicias do mar

Olá boas!

Depois de um fevereiro que quase não deixou pescar, lá o mar deu tréguas a norte e deixou-me ir lá fazer uma esgadinha rápida aos tiros. Abalei cedo para chegar cedo quando me aproximei do pesqueiro já o vento soprava bem forte mas como o mar era pouco, abalei falésia abaixo com o material as costas.

Num mergulho rápido onde a coisa poderia ter corrido melhor se não tivesse rasgado alguns peixes, ainda trouxe para casa estas delicias do mar para o almoço do dia seguinte.
Dois bonitos salminetes de 600gr cada que a foto não lhes faz justiça :( este para mim é do melhor peixe que o mar tem.


Num outro dia em que as condições se alinhavaram todas ideais para a pratica, fui numa escapadinha rápida apanhar outro almoço de delicias e afinar o barquinho para a época que se aproxima.


Uma coisa que nunca me tinha acontecido nesta pesca, foi dar com uma linda raia Undulata já de bom porte que veio arrastada pela toneira/palhaço.
Esta raia por ser considerada espécie protegida, foi claro, prontamente devolvida ao seu habitat


Por agora é tudo, o tempo tem sido pouco, as pescas também mas temos esperança de fazer uma boa primavera pesqueira.

Obrigado a todos


terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Fim de ano

Estou de volta pessoal!
Tenho pena de não estar aqui tão regularmente como gostaria mas com o trabalho e o mar de inverno a não dar tréguas, fica difícil ir regularmente a pesca, quanto mais apanhar peixe em todas as investidas.
Assim sendo, desde há uns par de anos que o mar tem vindo a cair pela altura do Natal/Ano novo e 2018 não foi excepção.

Aproveitei a deixa para ir com o amigo Nuno Caçorino fazer uma investida ao spinning de noite e ao amanhecer. A maré não era a melhor para atacar nas horas que nós podíamos mas assim que chegamos ao pesqueiro começamos a lançar amostras.
Durante a noite a atividade foi nula, tendo apenas devolvido um robalote fora da medida. Logo depois desta devolução, fomos descansar para a zona escolhida do pesqueiro a atacar na madrugada seguinte.

Despertador a tocar ainda de noite, e lá fora o frio cortava as mãos… A vontade de vestir o fato molhado era enorme, mas lá teve de ser. Descemos a falésia no lusco fusco e começamos a saltitar de pedra em pedra a procura deles.
Depois de duas horas de lançamentos sem sinal de pexe, decidi recuar caminho de cana arrumada e ir recolhendo algum lixo deixado pelos animais no pesqueiro, com a saca já cheia de lixo e sem espaço para o pexe. Fui em direção a um cantinho onde o mar rebentava bem e deixava aquela espuminha onde o peixe tanto gosta de caçar. Mentalizado que era ali que ia ferrar um peixe, tive a sorte de o realizar ao fim de alguns lançamentos já com a amostra perto de mim sinto uma prisão e recolho um robalo já kileiro.



Não foi o trofeu que esperava encontrar mas depois de tanto labutar tinha de aproveitar esta refeição que o mar me iria providenciar.
Mais lutas se avizinham, este ano é para apertar forte com eles!

Desfrutem de todos os momentos junto ao mar e tentem sempre deixar os pesqueiros e praias mais limpos do que encontraram.

Saúde e bom 2019 a todos!



terça-feira, 18 de setembro de 2018

Ilhada de verão

Olá pessoal,

O verão foi escasso de pescas, o mar não deixou quando há disponibilidade e quando havia disponibilidade tentei ir quase sempre treinar a pesca sub... Então chegou o dia que o mar caía bem para voltarmos a um pesqueiro que já nos deu umas alegrias no passado recente.
Combinado o programa das festas com o Nuno, lá chegámos ainda de noite ao pesqueiro para vestir nas calmas, ouvir aquele som que adoramos do mar a rebentar na falésia e entrar na agua já no lusco fusco! 
A agua neste dia era bem quentinha na costa norte, coisa que não tem sido nada normal este verão... A chegada a pedra foi feita pacificamente e antes de começar a pesca ao sargo, o mar raso e a boa maré iam-nos proporcionar a apanha de uma boa teca de perceves antes que venha o seu defeso...

percevossauro

Mar Lindo

Desta feita, a pesca começou lentamente, ao inicio o peixe era miúdo e lamentavelmente tivemos de aproveitar alguns, mas com a subida da maré começaram com mais qualidade embora menos quantidade o que nos deixou terminar com a pesca que vos mostro hoje. 


Uma manha muito bem passada na companhia do meu amigo Caçorino. as 13h ja estávamos no café  tirar o salitre da boca e a conversar sobre a pesca feita!

Um Obrigado a todos!

terça-feira, 24 de julho de 2018

Dar ao cabedal...

Olá pessoal,

Aqui fica o resumo de uma jornada muito cansativa onde a ideia seria ir apanhar a maré vazia para sacar umas unhas boas e enquanto esperava pela enchente para caçar pescava a chumbica de cima da pedra ilhada.
Mal cheguei ao pesqueiro, já 4 carros lá estavam estacionados. Ao espreitar da falésia, suspirei de alivio visto que cada percebeiro foi no seu carro e lá estavam, cada um da sua pedra a raspar... Como nenhum ocupou a pedra que me destinava, vesti o fato e desci arriba.
Depois de sacados alguns perceves para a família jantar, ainda montei a cana de chumbica, mas depois de tanto dar ao cabedal a raspar, e com o calor que se fazia sentir, não aguentava o sufoco do fato de caça ao sol em cima da pedra. Apanhei um sargo, arrumei bem a trouxa e saltei para dentro de agua.


Depois de algumas voltas a caçar na espuma com a agua um bocado verde e com força, juntei mais uns sargotes para o jantar e vim-me embora.
De caminho para cima, agarrei num balde de engodo bem grande que algum animal se "esqueceu" neste pesqueiro há já alguns meses e só ali ao redor consegui enchê lo de garrafas de vidro e plástico. 

A pesca mais gratificante

Esta foi uma jornada que não espero repetir nestas condições, uma vez que torna-se bastante cansativo para o esqueleto, fazer mais que uma modalidade na mesma manhã e ainda subir falésias com o este material todo as costas.

Saúde da boa a todos.

domingo, 3 de junho de 2018

Surfcastin, O regresso...

Olá pessoal,

Depois de praticamente dois anos sem fazer uma pesca ao surfcasting, e como mar este ano só me deu condições para fazer as outras pescas duas vezes, tive de voltar a carga. Assim sendo, já há algumas semanas que me dediquei novamente a esta modalidade, e depois de carregar o curral de chibos daqueles com cornos bem grandes, veio a bonança!

A aproveitar o facto que estar de férias, tentei fazer como manda a lei e fui para lá de dia para procurar o melhor poiso para pousar as canas. Depois de muito correr, tive de escolher ente agua lusa, um bom fundão e até o melhor trilho para o carro passar... Como o local da agua lusa tinha pedra no fundo e eu não estava com muita vontade de perder montagens e hipotecar a pesca a meio, tive de optar pelo melhor fundão.



Escolhida a praia, foi só deixar escurecer enquanto montava as canas e assim que o sol se começou a esconder, as iscas voaram lá para dentro. Passado um belo par de horas, as iscas vinham sempre intactas e/ou o estralho enrolado... A jornada não se previa fácil e com o avançar da maré, começava também a ficar sem espaço no pesqueiro mas as condições também melhoravam.

A certa altura depois de comer uma bucha, dava atenção a uma das canas quando a outra dá duas cacetadas fortes e continua às cabeçadas como se fosse saltar do suporte. Corri para ela e mal peguei na magana, só pensava que aquele peso e força enorme não poderia ser um robalo, só poderia ser uma dourada e das grandes. O que é estranho porque esta pesca nem era totalmente direccionada a essa espécie.
Nunca tinha sentido uma luta tão grande com um peixe ao surfacasting, normalmente o porte da cana e carreto, mais a chumbada pesada fazem frente a maioria dos exemplares que tenho capturado, mas este lutava pela vida com uma força enorme e corria de um lado para o outro sem querer dar tréguas.
Com muita calma e já a pensar que com tanta luta, ou seria uma dourada gigante ou um outro predador mais estranho que por vezes varre a costa vicentina.
Lá consegui colocar o bicho em seco, que para meu espanto seria uma bela anchova com quase 4kg que lutou com todas as suas forças para que não fosse o meu troféu de uma noite tão sozinha e sem rumor de peixe.


A sensação era de enorme recompensa pelo que tenho sofrido ultimamente e deixou-me com uma alegria interior de como se tivessem encaminhado muitos dos meus últimos azares... Ainda insisti mais um bom bocado até ao final da enchente mais tudo continuava tal como inicio, iscas intocáveis...

Seguindo com todo o orgulho o exemplo do amigo pedro do blog Lobo du mar este tinha sido com muito orgulho e suor o meu ultimo chibo...

Desta feita o objectivo seria fazer o caminho para casa o mais rápido possível durante a madrugada enquanto se aproveita o facto de não haver transito na 125..

Saúde da boa a todos.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

O dia seguinte

Olá pessoal,

Continuando a minha saída para Oeste, depois do jantar apreciámos um pouco da boa noite que se fazia sentir pela costa vicentina. Noite tão boa que me fazia pensar que afinal podia ter tirado o pó ao material do surfcasting...


A dormida nestas jornadas curtas é também dentro do carro e desta vez como éramos dois e com muito material, não foi nada fácil descansar. O Alarme para as 5h de maneira a fazer o caminho para o pesqueiro e descer a falésia ainda sem luz... A noite era tão boa que nem custou levantar.

Já a água, era muito suja, esverdeada e muito escura. Então vá de lançar amostras até nascer o sol. Ainda no escuro tinha a esperança de cair ali algum peixe perdido mas os maganos andavam fugidos. Depois de uma hora seguida de lançamentos em todas as direcções e testadas montes de maneiras de recuperação da linha, fiz uma pausa e fui comer uma bucha.


Voltando a carga, fiz mais um montão de lançamentos por aqueles rebolos fora. Já se via o sol a bater na agua a minha frente quando já começava a adivinhar um terminar de jornada chibateiro para os meus lados, quando recebo um primeiro toque suave na amostra que não ferrou, mas o magano não desistiu e no segundo ataque ficou ferrado. Rapidamente meti em seco um peixe já bonzinho que não conseguiu dar muita luta derivado do facto de usar uma cana muito potente quando pesco no meio de tantas pedras... 



Este peixe ainda deu a motivação a mais 40 minutos de lançamentos, proporcionando ainda o avistar de um outro robalo a cruzar a crista de uma onda que rebentava a minha frente, que imagem espectacular!! Mas esse fez-se à vida e não quis nada com as minhas amostras naquela manha.

Terminada a jornada, fizemo-nos a estrada com sentimento de dever cumprido nesta pequena jornada de pesca em várias modalidades.

Um abraço a todos
Saúde da boa


quarta-feira, 4 de abril de 2018

Xoks p'assar e para feijoar

Comé pessoal, 

Fez-se aí uma abertazinha de pouco vento que eu tanto esperava para me dedicar exclusivamente aos nossos amigos que costumam entrar nas nossas aguas nesta época do ano. Assim sendo, aproveitei uma folguinha no trabalho para ir de barco sentir o sabor daquela paz e sossego que se sente na ria formosa, durante o ainda inverno, enquanto animava uns palhacinhos com o intuito de enganar algum xok...
Como o inicio deu-se com a maré ainda em sentido contrario do vento, e como detesto pescar assim na ria, a coisa não estava a correr nada bem.

Entretanto com o virar da maré, a pescas começam a pescar como gosto e começaram a saltar xoks p'assar para dentro do chalavar. Houve até ali uma altura que eram de seguida e por isso consegui almoçar e juntar alguns para mais tarde.


No dia seguinte, a modalidade era outra! Procurar um cantinho para treinar umas apneias a caça submarina e ao mesmo tempo, procurar algum xok maior que andasse perdido nestas aguas que ainda se apresentam muitíssimo frias.
Saí de casa com a bagagem toda a aviada para passar a noite lá no outro cantinho Oeste que eu tanto adoro... O Programa era mergulhar durante o dia, ver como ficaram alguns pesqueiros com a passagem das ultimas tempestades que nos tem dado um bom defeso natural. Jantar pela zona e descansar o esqueleto para fazer uma investida ao spining antes do sol raiar.

Assim sendo, chegamos mais cedo que o esperado e fiz-me logo ao mar enquanto o vento ainda era pouco. Andei entretido com uns mergulhos até juntar uns bons xoks para usar numas feijoadas brevemente, e depois de treinar as apneias, e como ainda era cedo, fui com a Maria matar a fome num petisco de moreia frita com duas cervejolas frescas. 



Seguimos então a ver esses pesqueiros todos e fomos parar mais a norte para a janta e posterior descanso, afim de preparar a jornada que virá a ser contada no próximo relato...

Um abraço e brigado por lerem!


quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Agua fria

Ola amigos e leitores deste pequeno espaço!

Fazendo quase dois meses que não dava um mergulho à caça submarina, e não estando fisicamente na forma mais desejada. Com a quebra destes ventos fortes que se tem feito sentir, tinha de pelo menos ir fazer agua para não perder os hábitos de mergulho e sentir o ambiente marinho de baixo de agua.

Desta feita, as saudades dos cantinhos a norte eram tantas que ainda lá fui espreitar 3x possíveis pesqueiros, mas lá está, com o mar assim tinha mesmo de estar na melhor forma física para aguentar a sua exigência. Não facilitei e fui para sul, a um local já meu conhecido onde quase sempre consigo trazer qualquer coisita para petiscar.

Entrei na piscina daquela agua que se faz sentir bem fria nesta altura do ano e comecei calmamente a bater terreno em busca de algum peixe ali perdido. Depois de encontrar um sargote de meio kilo escondido lá numa fenda bem apertada, decidi que ia só fazer dois agachons "ali a frente" e voltava para terra.



Numa dessas esperas ainda consegui sacar uma já bonita saima kileira que me entrou pelas costas mesmo a horas de levar um tiro. Assim sendo estava feito um casalinho engraçado em um dia que a partida seria só para treinar água.



Não tarda muito já se aproxima aí o defeso do sargo, que pelas minhas contas ainda vai atrasar mais a primeira pesca à cana do ano!

Saúde da boa a todos!

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Sargos do Natal

Boas pessoal!

Com o meu amigo e camarada de pesca longe dos Algarves, fui fazer a ultima ilhada do ano a ver se ainda safava uns peixes e um marisco para a consoada. As previsões diziam que o mar era de feição mas como nunca é de mais confirmar com os olhinhos antes de saltar para dentro de agua, fiquei cá em cima a ver como ele batia na pedra escolhida! 

Mais uma vez as previsões eram boas demais e afinal o mar ainda tinha um toque bom, que quase me fez escolher outra pedra em cima da hora. Mas depois de uns 10 minutinhos a observar a ondulação, toca a vestir o fato e ir molhar o cu.

Esta foi uma pesca suada, depois de apanhar uma baila jeitosinha no primeiro lançamento que fiz ao spinning, ainda fiz mais alguns mas mais nada senti. Vai daí, fui-me agarrar à arrilhada a ver se safava uns percebes antes da maré começar a virar. 

Neste dia tinha contado saltar da pedra duas horas mais cedo, mas distraí-me com os percebes e quando bateu a hora escolhida ainda só tinha uns 4 peixes. Tive de mudar a estratégia, mudei a maneira de pescar e apostei noutro cantinho em que a chumbica trabalhava melhor já com mais agua no pesqueiro. Assim feito em uma horinha consegui compor a prancha como deve ser!

Feitas as contas, juntei alguns sargos jeitosos e uma boa "machinha" de unhas para os gulosos da consoada.



Saúde da boa a todos.
Um bom ano a todos, cheio de projectos concretizados! 

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

A despedida..

Alô pessoal!

O manecas está de abalada pró frio e assim sendo tínhamos combinado fazer uma ultima pesca do ano juntos antes de ele bazar. Encontrámos ali um diazinho com umas condições porreiras mesmo antes da Ana vir rebentar com o mar em todo o país e fomos os dois mais o Tiago fazer a ilhada despedida de 2017.

Lá fomos nós a caminho da pedra com a maré a cair, e ao chegar ainda se lançou umas amostras para abrir o dia de pesca. Apenas a minha cana captou ali duas bailas para a ajudar a encher a saca antes de começar a malhar nos sargos.

Um pescador em cada cantinho da pedra e começamos a malhar neles até se encher a ceira. Ainda assim a ceira não encheu totalmente mas fez uma pesca muito bonita, com o Tiago ainda a descobrir uma douradeca já quase ao cair do pano.

Força manecas, agora só no Natal!


Boas festas a todos e um prospero 2018


segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Uma rapidinha..

Olá pessoal,

Voltamos ao que interessa, Peixe!!
Um dia destes, tive um tempinho livre que era ligeiramente apertado para organizar as coisas para fazer uma caçada com tempo, mas como o mar era do melhor que há, e há mais de um mês que não molhava as barbatanas, não podia deixar escapar esta oportunidade.

Arrumei tudo a pressa e numa pesca bem rápida em que estive apenas uma hora dentro de agua, consegui apanhar desprevenidos este casal mais o seu filho mais velho!



Não deixou de valer a pena o desgaste psicológico, pois deu para desenferrujar e aprender mais um ou dois truques que não esperava perceber tão cedo.



Voltaremos em breve!
Saúde

sábado, 14 de outubro de 2017

Ilhadas de Outono

Boas Amigos,

Chegou o outono mas o calor mantém-se e com o calor vieram uns mares de feição para experimentar uma pedra ilhada nova... Vai daí lá combinei com o Nuno e lá fomos nós ainda no lusco fusco a procura da tão desejada pedra.

Ao abordar a pedra percebemos que a zona estava um pouco areada e que não seria fácil safar ali peixe na maré vazia, ainda assim tentámos e nessa maré ainda saíram dois maiorzinhos. Mas tivemos de parar porque era muito pouca agua. Assim sendo, fomos apanhar uns mexilhões para o jantar, pois nesta pedra até eram bem graúdos!!



Com mais agua no pesqueiro, voltámos a carga e lá conseguimos enganar uns peixes que mariscavam em cima das lages. Foram saindo a conta gotas, mas ainda assim a bitola não era a melhor. Foi um dia em que cada um de nós deve ter feito algumas 20 devoluções de pequenos sarguetes.



 Na mesma semana o mar parecia ser de feição para irmos visitar uma pedra já conhecida, mas na chegada ao pesqueiro observamos que o que nos esperava era um sova daquelas que o velhote já não está habituado a levar. Isso obrigou-nos a furar os planos e rumar a outro pesqueiro. Este sem as condições ideais para pescar, o que depois de mais umas 30 devoluções originou a recolha de 5 peixes aceitáveis.



Saudinha da boa a todos os leitores, e que venha o frio que eu já estou farto deste calor insuportável que só faz é mal a nossa tão adorada natureza.